Malwares (vírus de computador) existem quase desde a invenção do computador. A primeira versão foi criada ainda nos tempos da ARPANET (precursora da internet), no início dos anos 1970. O software, apelidado de Creeper, mal podia ser chamado de malware, já que não causava nenhum dano aos computadores; apenas exibia a mensagem “pegue-me se for capaz”. Mesmo assim, inspirou a criação do primeiro antivírus, o Reaper.
Naturalmente, as ameaças de hoje em dia são muito mais graves. Há malwares que sequestram o sistema de empresas inteiras, liberando acesso somente mediante resgate (ransomware). Há também aqueles adaptativos e metamórficos, capazes de reescrever os próprios códigos a cada nova infecção, por meio de IA. Felizmente, sistemas de defesa, como antivírus e VPNs, têm evoluído junto com as ameaças. Saiba mais aqui.
Novas Ameaças

A evolução dos ataques cibernéticos, bem como dos sistemas de segurança, disparou um armamentismo digital sem precedentes. Afinal, as mesmas ferramentas servem tanto para o ataque quanto para a defesa. Assim, tecnologias como a inteligência artificial e o aprendizado de máquina revolucionam ambos os lados da frente de batalha.
Tanto a melhor VPN quanto o vírus mais ameaçador têm criptografia de ponta e ocultação de IP, por exemplo. Confira algumas das principais ameaças enfrentadas por antivírus atualmente:
- Ransomware
- Zero-day
- Malware polimórfico ou metamórfico
- APTs (Ameaças Persistentes Avançadas, da sigla em inglês)
- Phishing
Triste Liderança
Atualmente, o Brasil é o maior mercado da América Latina. Há uma razão infame por trás da posição de destaque: o Brasil também é o país latino-americano que mais sofre com ataques cibernéticos. Somente no primeiro semestre deste ano 2025, foram registrados mais de meio milhão de ataques, um crescimento de 55% em relação aos números já alarmantes de 2024. Os demais líderes desse ranking desafortunado são:
- México
- Colômbia
- Argentina
- Panamá
Novas Soluções
Sistemas de proteção, como antivírus e VPNs, também utilizam ferramentas de IA e aprendizado de máquina; no caso, para reagir a ameaças em tempo real. Esses programas monitoram as atividades do PC ou dispositivo móvel constantemente, atrás de padrões suspeitos.
Tais ferramentas são o que há de mais avançado contra ataques “zero-day”, aqueles que exploram falhas do sistema ainda não identificadas por desenvolvedores. Além disso, elas também ajudam a prevenir ataques de ransomware, já que também são capazes de detectar e impedir a modificação de arquivos sensíveis ou suspeitos.
Programas de segurança cibernética mais avançados integram ainda tecnologia de nuvem e redes virtuais privadas (VPNs), possibilitando respostas mais rápidas a surtos globais de malware. Outras soluções incluem monitoramento constante da deep web em busca de potenciais vazamentos de logins e senhas e opções de gerenciamento de senhas.
Um Ciclo Sem Fim

A indústria de cibersegurança está em franca expansão no Brasil, em resposta ao crescente volume de ataques virtuais. A história da segurança cibernética, desde o Creeper até as ameaças mais modernas, demonstra que a única coisa permanente neste setor é a constante necessidade de adaptação.
Segurança digital deixou de ser assunto apenas para empresas e pessoas importantes. Qualquer um pode ser atacado e ter seus dados roubados a qualquer momento, abrindo as portas para uma infinidade de perigos. Ou seja, tais opções devem estar disponíveis e serem utilizadas até mesmo pelos usuários mais ocasionais.

.avif)
.avif)


.avif)
.avif)
.avif)